“A batalha naval do Riachuelo é um acontecimento que desafia a imaginação historiográfica entre outras razões pelo fato de que ela se tornou célebre no momento em que aconteceu e não posteriormente. Assim sua fama, por assim dizer produziu-se instantaneamente, transformando-se de imediato em lugar de memória e monumento histórico”
ARIAS NETO, José Miguel. Uma batalha naval concentra por si só um século de glórias: Riachuelo na história e na memória. In. Navigator: Subsídios para a história marítima do Brasil. Rio de Janeiro, V. 11, nº 21. JUN-2015, p. 37
Primeira batalha, considerada uma das mais importantes.
A Batalha Naval do Riachuelo
ocorreu no dia onze de junho de 1865, às margens do rio Riachuelo, afluente do
Rio Paraná. Essa batalha sendo conhecida como uma das mais importantes da
Guerra do Paraguai.
A esquadra do
Paraguai partindo de Humaitá, na madrugada do dia 10 para o dia 11, percorreu
pelo leito do Rio Paraná, até chegar às margens do Rio Riachuelo. A ordem era
do Ditador Solano López e o comandante Meza comandou a saída de Humuaitá até
percorrer pelo Paraná atravessando o Riachuelo com a intenção de atingir a
frota brasileira quando o sol estivesse saindo, contudo na descida do rio um
dos navios teve sua hélice danificada,
atrasando assim a descida da esquadra.
Apesar de seu atraso, o
comandante Meza não hesitou em
prosseguir com o ataque, atingindo a frota brasileira quando o sol já estava
por completo o céu. O ataque é fortemente repelido, levando o Paraguai que foi derrotado
da batalha.
Com a derrota nessa
batalha, o Paraguai perde sua única rota que o ligava ao exterior, tornando-se
assim isolado do resto do mundo, e à partir desse momento ele deixou de ter
armamento e comércio exterior. Isso fez com que iniciasse a Guerra Total.
Guiado pelo tirano
Solano López, o Paraguai entra em um processo de empobrecimento e perdas
catastróficas ao fim de cada batalha, contando ainda com a falta de compaixão
de seus inimigos, que em momento algum aceitaram sua rendição e levaram até o
fim do combate com um extermínio genocida do país encurralado. O Paraguai sai
do combate desolado, em todos os aspectos, contando com metade de sua população
morta, restando majoritariamente mulheres, crianças e velhos. Brasil leva o
combate até a morte de Solano López e o domínio total do Paraguai.



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