domingo, 15 de dezembro de 2019

PODCAST

Duque de Caxias e as influências na guerra do Paraguai

Guerra do Paraguai: A Batalha Naval do Riachuelo.


“A batalha naval do Riachuelo é um acontecimento que desafia a imaginação historiográfica entre outras razões pelo fato de que ela se tornou célebre no momento em que aconteceu e não posteriormente. Assim sua fama, por assim dizer produziu-se instantaneamente, transformando-se de imediato em lugar de memória e monumento histórico”

ARIAS NETO, José Miguel. Uma batalha naval concentra por si só um século de glórias: Riachuelo na história e na memória. In. Navigator: Subsídios para a história marítima do Brasil. Rio de Janeiro, V. 11, nº 21. JUN-2015, p. 37


    Primeira batalha, considerada uma das mais importantes.



  A Batalha Naval do Riachuelo ocorreu no dia onze de junho de 1865, às margens do rio Riachuelo, afluente do Rio Paraná. Essa batalha sendo conhecida como uma das mais importantes da Guerra do Paraguai.
  A esquadra do Paraguai partindo de Humaitá, na madrugada do dia 10 para o dia 11, percorreu pelo leito do Rio Paraná, até chegar às margens do Rio Riachuelo. A ordem era do Ditador Solano López e o comandante Meza comandou a saída de Humuaitá até percorrer pelo Paraná atravessando o Riachuelo com a intenção de atingir a frota brasileira quando o sol estivesse saindo, contudo na descida do rio um dos  navios teve sua hélice danificada, atrasando assim a descida da esquadra.
  Apesar de seu atraso, o comandante Meza não  hesitou em prosseguir com o ataque, atingindo a frota brasileira quando o sol já estava por completo o céu. O ataque é fortemente repelido, levando o Paraguai que foi derrotado da batalha.
  Com a derrota nessa batalha, o Paraguai perde sua única rota que o ligava ao exterior, tornando-se assim isolado do resto do mundo, e à partir desse momento ele deixou de ter armamento e comércio exterior. Isso fez com que iniciasse a Guerra Total.
  Guiado pelo tirano Solano López, o Paraguai entra em um processo de empobrecimento e perdas catastróficas ao fim de cada batalha, contando ainda com a falta de compaixão de seus inimigos, que em momento algum aceitaram sua rendição e levaram até o fim do combate com um extermínio genocida do país encurralado. O Paraguai sai do combate desolado, em todos os aspectos, contando com metade de sua população morta, restando majoritariamente mulheres, crianças e velhos. Brasil leva o combate até a morte de Solano López e o domínio total do Paraguai.



ANEXOS









domingo, 1 de dezembro de 2019

O Café

“...se tudo isso se processou em S. Paulo mais acentuadamente do que em outras províncias, não foi por circunstâncias apenas fortuitas e nem apenas porque o café encontrasse aqui terras mais propícias. Foi em primeiro lugar pela carência nessa província de uma tradição agrícola realmente grande e próspera, com quadros definitivos que não deixassem ver no presente o que o presente reclama e repele.” (DAVATZ, Thomas. “Memórias de um Colono no Brasil. 1850. P 14)


O Brasil, à época referida no texto escrito por Thomaz Davatz e traduzido pelo historiador Sergio Buarque de Holanda, no século XIX, deveu sua economia a crescente cultura do café, que foi o ciclo econômico que trouxe a industrialização para o Brasil e reorganizou a estrutura econômica vigente, enriquecendo uma nova classe e uma nova região. Antes os antigos senhores do açúcar do nordeste brasileiro, agora os Barões do café do sudeste, que, em parceria com o governo regencial, manejou essa reorganização.
O café, assim como o açúcar, necessitava de um solo controlado por queimadas, para que os frutos rendessem mais, e a temperatura um pouco mais amena do Sudeste se adequou a essa cultura. Mas muito além disso, desde sempre aquela região era carente de uma cultura forte, pois uma nova classe de homens, com suas ideologias liberais, viu no café a possibilidade de um próspero desenvolvimento e de uma mudança tecnológica significativa para aquela região. Estradas de ferro começaram a rasgar o território para escoar a produção por toda a região sudeste, mas precisamente do estado de São Paulo, onde houve essa mudança na arquitetura econômica, porém durante muito tempo, a escravidão ainda foi responsável pelos lucros desse novo ciclo econômico. Algumas propriedades privadas começaram a ensaiar o trabalho livre já praticado na Europa, uma vez que o tráfico negreiro já havia sido abolido e os estudos acerca das vantagens desse novo tipo de força braçal, mais condizentes com o capital crescente, já estavam entrando em vigor em algumas regiões, mesmo que ainda demorasse para que a escravidão fosse de fato abolida em lei, e mais ainda para que a mentalidade escravista, cultivada a tempos, fosse substituída. Segundo Caio Prado:   
       
“o escravo corresponde a um capital fixo cujo ciclo tem a duração da vida de um indivíduo; assim sendo, mesmo sem considerar o risco que representa a vida humana, forma um adiantamento a longo prazo de sobretrabalho eventual a ser produzido; e portanto um empate de capital. O assalariado, pelo contrário, fornece aquele sobretrabalho sem adiantamento ou risco algum. Nestas condições, o capitalismo é incompatível com a escravidão; o capital, permitindo dispensá-la, a exclui. É o que se deu com o advento da indústria moderna”2 .( PRADO JR., C. Formação econômica do Brasil. 19ªed., São Paulo : Brasiliense, 1976[1945]. 34)

No relato escrito por Davatz, ele vai apresentar a cultura cafeeira do seu ponto de vista de um colono Suíço que por meio de um acordo feito entre o Governo Regente e o proprietário particular Nicolau Vergueiro, dono da fazenda Ibicaba, no interior do estado de São Paulo, foi trazido, junto com outras famílias, para a experiência do Trabalho livre em coexistência com a escravidão.  Essas famílias vieram para o Brasil sob o regime de “parceria”, onde parte do lucro da produção do café era para elas destinada, além de poderem produzir na terra gêneros destinados à sua subsistência.
 E durante muito tempo a cafeicultura foi o principal ciclo econômico que trouxe ao Brasil essa industrialização, enriqueceu muitos homens. E foi durante o ciclo do café, que gradualmente se testemunhou a mudança na força braçal que a fazia prosperar, da escravidão para o trabalho livre, nacional ou do colono europeu, perdurando o ciclo cafeeiro até a crise de 1929.

Partida para a colheita de café no Vale do Paraíba. c.1885. Foto: Marc Ferrez


De onde surgiu o Café? Como ele chegou até o Brasil? Ouça pelo link abaixo o podcast sobre a origem desta fruta que é a bebida mais consumida em todo o mundo.

~~ A ORIGEM DO CAFÉ ~~

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